Nota sobre Desafios Virtuais


Os Escoteiros do Brasil - Rio Grande do Sul, com intuito de alertar pais e voluntários sobre os temas que envolvem a atenção com crianças e adolescentes, reforça os cuidados para a prevenção e proibição do desafio virtual que está sendo disseminado com o nome de “quebra-crânio” ou “desafio da rasteira”. Desafio este que nos últimos dias tem se alastrado pelas redes sociais e chegando ao ambiente doméstico, escolar e pode vir a reproduzir-se nas Unidades Escoteiras Locais.

O desafio provoca uma queda brutal, onde um dos participantes bate a cabeça diretamente no chão, antes que possa estender os braços para se defender. Esta queda pode provocar lesões irreversíveis ao crânio e encéfalo (Traumatismo Cranioencefálico – TCE), além de danos à coluna vertebral. Como resultado, a vítima pode ter seu desempenho cognitivo afetado, fraturar diversas vértebras, ter prejuízo aos movimentos do corpo e, em casos mais graves, ir a óbito.

O que parece ser uma brincadeira inofensiva, é gravíssimo e pode terminar em óbito. Os responsáveis pela “brincadeira” de mau gosto podem responder penalmente por lesão corporal grave e até mesmo homicídio culposo. Deste modo, como sociedade, pais, filhos e amigos, devemos agir para interromper o movimento e prevenir a ocorrência de novas vítimas. Acompanhar e informar/educar sobre a gravidade dos fatos deve ser a primeira linha de ação.

Solicitamos que, ao tratar deste tema com jovens e adultos, não sejam compartilhados vídeos que mostrem a ação, evitando assim que a ação viralize e ganhe maior proporção e visualização por parte daqueles que ainda não o conhecem. É importante que familiares, voluntários e amigos, assim como os demais jovens, alertem aos demais sobre os perigos. Consideramos que todos os jovens são capazes de entender as consequências de tal ato.

Sabemos da atração que os jovens têm pelo risco, pela aventura e pelo o que é proibido. Entretanto, é necessário que todos os responsáveis pela integridade física e moral dos jovens sejam firmes ao proibir e não tolerar a realização e divulgação de desafios como este em seus grupos sociais. O ideal é sempre trabalharmos de forma preventiva, evitando assim que brincadeiras arriscadas como estas aconteçam, trabalhando sempre o respeito por si e pelo próximo.

Além dos riscos físicos, os jovens que se transformam nas vítimas da brincadeira podem sofrer bullying e desenvolver baixa autoestima após ter a sua imagem divulgada. As consequências virão no desenvolvimento pessoal, no desempenho escolar e nos relacionamentos dentro de casa e ao longo da vida.

As Unidades Escoteiras Locais têm um papel fundamental no acompanhamento desse tipo de situação. Na hora de abordar este tema nunca se deve dar ênfase ao desafio, o assunto deve ser explanado em um contexto geral. Se algum tema em específico for questionado, aí sim, deve-se fazer a explicação do mesmo.

Devido ao contexto social em que os jovens estão inseridos hoje não é indicado privá-los do mundo virtual. Esta ação pode gerar certa revolta e isso pode implicar ainda mais no comportamento. O que deve ser feito, é um monitoramento frequente do que está sendo acessado pelos jovens. A partir disso, iniciar a abordagem com diálogo para a conscientização sobre os perigos dos desafios que são propostos na internet.

Reforçamos a posição oficial dos Escoteiros do Brasil sobre os cuidados de prevenção ao Bullying disponível no documento “Bullying - O que todos devem saber no Grupo Escoteiro”, disponível em bit.ly/bullyingueb.

#Tecnologia #Família

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