Igualdade de gênero no Movimento Escoteiro



Hoje chega até ser um pouco estranho e curioso pensar que antigamente o escotismo era um movimento apenas para meninos, mas muita coisa já mudou ao longo de mais de um século de história. Uma das mais importantes mudanças no escotismo foi, sem dúvidas, a inclusão de meninas e mulheres nas atividades.


Tudo isso começou em 1916 com Vera Barclay, responsável pela liderança dos primeiros lobinhos da história. Atualmente já são mais de 44 mil mulheres nos Escoteiros do Brasil, sendo mais de 30 mil membros jovens como lojinhas, escoteiras, guias e pioneiras. O crescimento vem aumentando ao longo da última década, em 2010 eram apenas 16 mil jovens mulheres. Se há 113 anos o escotismo era apenas para rapazes, tal como pensado inicialmente pelo fundador Baden-Powell, a cada dia que passa ele se torna ainda mais atrativo também para meninas e mulheres. A igualdade de gênero inclusive é um dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável proposto pelas Nações Unidadas e trabalhado por todos os escoteiros. A igualdade é necessária e essencial para que tenhamos um mundo mais pacífico, próspero e sustentável. O próprio planejamento dos Escoteiros do Brasil prevê que todos os espaços de liderança tenham a participação feminina.

Para Cristine Ritt, ex-presidente Regional do Rio Grande no Sul na gestão 2016-2018, e atual vice presidente da Diretoria Executiva Nacional, a reflexão sobre a participação feminina deve ser feita diariamente para que consigamos atender aos nossos objetivos de igualdade de gênero. “Hoje, apenas 38% do efetivo jovem da instituição é composto por meninas e este percentual pouco mudou nos últimos 5 anos, isso nos traz preocupação e alerta, nos mostra, em números, que ainda temos um longo caminho na busco pelo equilíbrio.”



E foi justamente pensando nisso que surgiu o canal "Escotismo não é só para rapazes", produzido pela guia Beatriz Gomes. Natural do Rio de Janeiro, onde começou no Grupo Escoteiro do Ar Padre Vermin em 2015, Beatriz está conhecendo o escotismo no Rio Grande do Sul e por aqui encontrou uma boa oportunidade de colocar em prática o projeto de um canal no youtube sobre o Movimento Escoteiro.


Segundo a guia, o reconhecimento do trabalho das mulheres é uma assunto que precisa ser de conhecimento de todos os jovens. "Eu uni a vontade que eu tinha de espalhar para a galera da minha idade o que realmente era o movimento, na prática e na teoria, e conquistar mais voz pra nós, jovens com a vontade de conseguir mais reconhecimento no papel das mulheres no movimento, por isso o nome do canal", explica Beatriz, que já atua na Rede de Comunicação da Região Escoteira.


E porque criar um novo canal de conteúdo escoteiro focado na participação feminina? Beatriz explica que no escotismo, e por meio das redes sociais, ela encontrou um espaço para mostrar a sua voz e fazer a diferença na luta pela igualdade de gênero. "Parece que as mulheres só começaram a ter mais voz agora - não só no movimento, mas em outros pontos na sociedade - e eu acho extremamente importantes todas as mulheres, independente da idade e contexto que estão inseridas, usarem suas vozes pra ajudar nessa luta", considera.


No primeiro vídeo lançado no canal sobre mulheres no escotismo, Beatriz conta um pouco sobre a participação das mulheres no movimento, além de fazer uma reflexão sobre o papel de meninas e mulheres nas atividades. "Temos que mostrar que nós não servimos só pra fazer comida e cuidar dos lobinhos, sabe? A gente sabe fazer pioneiria - e sabe fazer muito bem - a gente não tem nojo de sujar o cabelo na lama, a gente tem garra para jogos e desafios. Não existe essa história de gênero frágil. Agora cabe a todas as gurias se juntarem, utilizarem os meios possíveis e disponíveis para mostrar para todos, sejam adultos, jovens ou responsáveis que nós merecemos tanto reconhecimento e respeito quanto os meninos", resume a guia.



Para acompanhar os bastidores e o lançamento dos novos vídeos, inscreva-se no canal youtube.com/escotismonaoesopararapazes e siga no instagram @canal.enespr


30 de abril - Dia Nacional da Mulher

A data de hoje, 30 de abril, é especial para celebrar a participação das mulheres no escotismo pois comemora-se o Dia Nacional da Mulher. A data foi escolhida em homenagem a Jeronyma Mesquita que fazia aniversário neste dia. Jeronyma foi a fundadora do Movimento Bandeirante no Brasil, apoiadora do Movimento Escoteiro, portadora do Tapir de Prata, e uma grande mulher brasileira que dedicou sua vida à luta pelos direitos das mulheres. Diante de sua história incrível de lutas e conquistas, Jeronyma Mesquita e o Dia Nacional da Mulher não podem ser esquecidos. Saiba mais sobre essa data no portal dos Escoteiros Online clicando aqui.


#ODS #Diversidades

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